
Finalmente com empresa constituída, eis que aparece o que cliente que estrearia a nova fase do grupo. Um rapaz simples, desconfiado e introspecção típica dos grandes gênios da computação. Na ocasião ele desenvolvia softwares para empresas, e por estar no início (descobriríamos mais tarde que “por estar no início” era o mesmo que dizer “ quero pagar pouco porque o seu serviço é moleza e não merecem ganhar muito”) tinha pouca verba para investir em publicidade. Então esprememos e saiu uma deliciosa e “grande campanha” que tinha um poder “enorme” de abrangência: 100 folders e dois banners.
Até hoje não sabemos se o nosso primeiro cliente gostou da campanha porque, ele sempre monossilábico, tinha uma cara só para todas as reações. Respondia as perguntas com “é”, “não”, “talvez”, “negócio”, “fechado”, “tá”, “bom”, “até”, “a”, “próxima”. E foi assim também que ele, mostrando ser bom pagador, quitou à vista e em dinheiro o trabalho. Impressionantemente o que quebrou o gelo foi uma nota de R$ 100 (até hoje não sei pra quê esta nota de cem ter aparecido...). Na época a nota era uma relíquia que circulava no bolso de poucos mortais. Para se ter uma idéia acredito que esta nota foi o resultado de um extravio da carteira de algum membro distraído dos Templários. Assim que a minha sócia, Alessandra, viu a nota, arregalou os olhos e disse: “Cem! Cem! Cem reais?! Meu Deus, vou guardar, é azul mesmo, né? Nossa, que linda”. Respeitamos o momento dela, afinal todo o ser humano tem cinco minutos de loucura diários para gastar como quiser. E por fala em gastar, Daniel, com muito cuidado para não contrariar, convenceu Alessandra a não colocar a nota numa moldura, argumentando que num futuro não muito distante todos teriam a chance de tocar numa nota como aquela. Aos poucos ela se convenceu e podemos contar com cem reais a mais no orçamento.
O mais inusitado foi que o episódio fez o nosso cliente sorrir. Foi um esforço enorme de cantinho de boca que durou alguns segundos, mas eu juro que vi o fenômeno.
Até hoje não sabemos se o nosso primeiro cliente gostou da campanha porque, ele sempre monossilábico, tinha uma cara só para todas as reações. Respondia as perguntas com “é”, “não”, “talvez”, “negócio”, “fechado”, “tá”, “bom”, “até”, “a”, “próxima”. E foi assim também que ele, mostrando ser bom pagador, quitou à vista e em dinheiro o trabalho. Impressionantemente o que quebrou o gelo foi uma nota de R$ 100 (até hoje não sei pra quê esta nota de cem ter aparecido...). Na época a nota era uma relíquia que circulava no bolso de poucos mortais. Para se ter uma idéia acredito que esta nota foi o resultado de um extravio da carteira de algum membro distraído dos Templários. Assim que a minha sócia, Alessandra, viu a nota, arregalou os olhos e disse: “Cem! Cem! Cem reais?! Meu Deus, vou guardar, é azul mesmo, né? Nossa, que linda”. Respeitamos o momento dela, afinal todo o ser humano tem cinco minutos de loucura diários para gastar como quiser. E por fala em gastar, Daniel, com muito cuidado para não contrariar, convenceu Alessandra a não colocar a nota numa moldura, argumentando que num futuro não muito distante todos teriam a chance de tocar numa nota como aquela. Aos poucos ela se convenceu e podemos contar com cem reais a mais no orçamento.
O mais inusitado foi que o episódio fez o nosso cliente sorrir. Foi um esforço enorme de cantinho de boca que durou alguns segundos, mas eu juro que vi o fenômeno.
2 comentários:
KKKKKKKKKKKK eu lmbro dessa historia... e os sorriso de canto do cliente eu acredito que foi uma miragem... é como o buraco negro do colisor de particulas, se acontecer ninguém vai saber.
Heheheheheheh! pois é!
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